domingo, 4 de setembro de 2011

Lamento


A guerra que sobrepuja minha alma
Dói o orgulho na humilhação da queda,
Da crença incondicional na unicidade
Da incoerência de sentimentos sem falhas
Que brota o sangue da carne que rasga na mágoa...

Oh! Dor indecifrável que me obriga a esconder a face
Que oprime a minha voz e destrói a minha crença,
Oh! Sentimento feroz que fecha o meu eu
Que entorpece meus sentidos,
No afetar do afeto oprimido...

Na memória ressurge cada detalhe,
Do sarcasmo ignóbil do inútil farrapo.
Ah! Meu coração que queima de feridas,
Nos lamentos da alma sofrida,
Que espera o alívio no amanhecer...
(Cris)

quinta-feira, 11 de agosto de 2011


Um Brinde a Nós

No balanço do tempo
brinquei de ser feliz
corrompi o destino
E o nosso mundo se fez
Na eternidade dos segundos
Pintei o sonho de nós dois
Num lindo quadro encantado
Entre o tormento e amor
O tempo caminha como um vento cortante
a solidão é cada vez mais presente
o sonho escapa por entre os dedos

como vinho que transborda silenciosamente


Viver em dois mundos ao mesmo tempo 
É agonizar lentamente...

Na loucura melancólica que se faz presente
Nos fantasmas que brindam sarcasticamente,
Com o meu sangue que escorre na taça transparente
Junto a minha vida que se escapa diariamente...
(Cris)