domingo, 4 de setembro de 2011

Lamento


A guerra que sobrepuja minha alma
Dói o orgulho na humilhação da queda,
Da crença incondicional na unicidade
Da incoerência de sentimentos sem falhas
Que brota o sangue da carne que rasga na mágoa...

Oh! Dor indecifrável que me obriga a esconder a face
Que oprime a minha voz e destrói a minha crença,
Oh! Sentimento feroz que fecha o meu eu
Que entorpece meus sentidos,
No afetar do afeto oprimido...

Na memória ressurge cada detalhe,
Do sarcasmo ignóbil do inútil farrapo.
Ah! Meu coração que queima de feridas,
Nos lamentos da alma sofrida,
Que espera o alívio no amanhecer...
(Cris)